
Decisão da Justiça do Rio de Janeiro altera enquadramento do caso envolvendo o rapper, impõe medidas cautelares e determina envio do processo para outra vara criminal.
A Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, após a acusação de tentativa de homicídio ser desclassificada para lesão corporal leve. A decisão foi da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que também determinou o envio do processo para uma vara criminal comum do Rio de Janeiro, já que o caso deixou de envolver crime de competência do Tribunal do Júri.
O processo tem origem em um episódio ocorrido no dia 22 de julho de 2025, em frente à residência do rapper, no bairro Joá, na zona oeste do Rio. Na ocasião, policiais civis cumpriam mandados de busca e apreensão relacionados a um adolescente investigado e apontado como estando no imóvel.
Segundo a denúncia apresentada à Justiça, Oruam e outras pessoas teriam arremessado pedras contra os policiais durante a ação. Inicialmente, o rapper foi denunciado por tentativa de homicídio, mas a acusação foi alterada após a análise da magistrada responsável pelo caso.
Com a nova classificação dos fatos, a juíza entendeu que não havia justificativa para manter a prisão preventiva e determinou a soltura do artista, mas estabeleceu medidas cautelares que deverão ser cumpridas durante o andamento do processo.
Entre as determinações estão o comparecimento mensal em juízo, o recolhimento domiciliar no período noturno, das 20h às 6h, e a proibição de frequentar o Complexo do Alemão.
A decisão não encerra o processo, que continuará tramitando na Justiça. O caso agora seguirá em uma vara criminal comum da capital fluminense.