Flamengo-PI apresenta plano para quitar dívidas na Justiça e poderá voltar a inscrever atletas

Justiça trabalhista autoriza centralização dos débitos, e clube pretende utilizar patrocínio do Governo como aporte inicial para pagamento; ação representa 1º passo do planejamento do ECF para Piauiense Série B 2026

O Flamengo-PI apresentou ao Tribunal Regional do Trabalho, 22ª região (TRT-22), um plano para iniciar o processo de quitação dos seus débitos trabalhistas. A Justiça deferiu o pedido de centralização das execuções.

Com isso, o clube vai voltar a poder a inscrever, registrar e contratar atletas profissionais e amadores, além de revogar eventuais decisões judiciais anteriores que impediam a participação do ECF em competições organizadas ou chanceladas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pela Federação de Futebol do Piauí (FFP).

Entenda a movimentação do Flamengo-PI na Justiça

O Flamengo-PI apresentou uma petição ao TRT-22 e argumentou que a existência de diversas execuções em varas distintas dificultava a administração das dívidas, provocava bloqueios simultâneos de receitas e comprometia a continuidade das atividades esportivas.

Como solução, o clube solicitou a unificação dos processos, a suspensão de medidas isoladas e a criação de um plano organizado para quitação dos débitos.

Entre as propostas apresentadas pelo Rubro-Negro está a destinação de 50% de todas as receitas futuras para o pagamento dos credores trabalhistas.O Flamengo-PI também informou que pretendia utilizar a cota de incentivo financeiro do Governo do Estado, por meio da Secretaria dos Esportes (Secepi), como aporte inicial ao plano de pagamento.

O rebaixamento do Flamengo-PI no Campeonato Piauiense é um dos capítulos mais marcantes — e negativos — da história recente do clube. A queda ocorreu em 2022, quando o Rubro-Negro teve a pior campanha de sua trajetória no estadual.

Naquela edição, o Flamengo-PI terminou na última colocação, com uma campanha extremamente ruim: somou apenas um ponto em 14 jogos, com um empate e 13 derrotas, sem conquistar nenhuma vitória.

Essa sequência colocou o time na Série B do Campeonato Piauiense e marcou o início de um período de crise dentro e fora de campo, com diversos imbróglios envolvendo a parte política do clube.